domingo, 15 de março de 2015

Petrópolis

Atravessar a Dezesseis de Março
como quem passa uma passarela
meninas e senhoras
elegância descomunal

Descer a Nelson de Sá Earp
rumo à Liberdade
lá chafariz é chamariz de namorados
e skatistas ativistas no deslize da vida

Carnes fervem
desatentas ao frio da serra
o sol aparecido tem mais valor aqui
coitado do que pensa ser feliz em outra terra

Antigos prédios e intelectos
mistérios enrustidos
mística rústica
distritos ligados a passos

Árvores contam
                     distinta história
memórias cantam
                     antigos arvoredos
Charretes é pra turistas
e vistas herméticas

Água da mais pura fórmula
puro oxigênio
esbanjamos ar
essa fusão que formam gênios

O motorista cede a vez
o pedestre cede a vez
tudo paralisa um minuto e ninguém buzina

Conterrâneos compadecidos conterrâneos
pros prós exalto peito
o defeito deixo ao burguês

Oitocentos metros mais perto do céu
privilegiada dentro do Brasil
povo certificado no lema
Autiora semper petens

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